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Monday, January 9, 2017

Monday, December 26, 2016

Eu Sei O Quanto É Horrível Um Estupro, Mas O Aborto Não Ajuda Ninguém – Elizabeth Díaz Navarro

Eu me chamo Elizabeth e vivo na Costa Rica. Quando estava na universidade, eu fui estuprada e engravidei de uma menina lindíssima que eu quis abortar porque, claro, eu era uma jovem que me cuidava, uma garota tranquila; eu não merecia ser mãe solteira. Não! Eu tinha que abortar!

Mas um dia, chorando pela minha situação, a minha filhinha, a minha pequenina (ainda que nesse momento eu não soubesse se era um menino ou uma menina) começou a ser mexer e então decidi fazer terapia e disse à mim mesma: “Ok, vou entregar ela para a adoção, eu não tenho que carregar uma ‘cria’ que eu não pedi.”

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https://salveo1.wordpress.com/2017/02/09/eu-sei-o-quanto-e-horrivel-um-estupro-mas-o-aborto-nao-ajuda-ninguem/

Monday, December 19, 2016

Abortos de Igualdade de Gênero? – Darlene Pawlik

Minha primeira resposta à notícia de que um juiz no Brasil citou a igualdade de gênero como uma razão para descriminalizar o aborto nesse país é "Igualdade de gênero?" Uma mulher sozinha pode tomar a decisão... Como que isso é igualdade? Ela não pode engravidar sem ele, o bebê é dele também! E a igualdade de gênero para o bebê?

"As mulheres carregam sozinhas o peso da gravidez. Portanto, só haverá igualdade de gênero se as mulheres tiverem o direito de decidir se continuam ou não uma gravidez”, disse o juiz Luis Roberto Barroso. Sua premissa é que o atual Código Penal que proíbe o aborto desrespeita os direitos básicos das mulheres.

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https://salveo1.wordpress.com/2017/02/08/aborto-igualdade-de-genero/

Tuesday, October 4, 2016

Eu Era Moradora de Rua e Fui Estuprada. Minha Filha é a Luz Que Surgiu de Todo Aquele Horror, por Michelle Olson

Foi um dos períodos mais sombrios da minha vida – as relações com meus pais estavam atribuladas, tinha acabado de passar por uma péssima separação com o pai de meus dois filhos, fora traída por meus amigos e acabei nas ruas, na lista de espera para ser acolhida em um abrigo para moradores de rua. Eu não tinha mais nada e não sobrou ninguém com quem eu pudesse contar. Eu rezava para morrer logo. Em uma semana, em vez de morrer, eu fui estuprada.

Descobri que fiquei grávida ao ser estuprada. Tendo sido vítima de estupro várias vezes em
minha vida, eu conhecia o instinto de tentar tirar aquilo da cabeça: simplesmente não pensar sobre o que aconteceu. Ter uma barriga crescendo que me lembrava continuamente do estupro foi bastante doloroso no princípio, mas eu me forcei a lidar com a dor e tentar superá-la. Eu era muito emotiva, mas sabia que meu bebê precisava que eu enfrentasse a situação. Além disso, finalmente consegui uma vaga no abrigo.

Tentei ligar para uma agência a fim de colocar o bebê para adoção, mas não conseguia completar nenhuma ligação. A cada vez que eu tentava, eu chorava sem parar. Foi então que finalmente decidi ficar com meu bebê.

Ela tornou mais fácil superar o estupro. Ganhei uma menininha linda pelo que me aconteceu. Ela é meiga, amável e linda. Tudo o que passei não é nada se comparado à alegria que minha Alice trouxe para minha vida. Deus me deu um motivo para seguir em frente. Minha filhinha é meu milagre.

Meu doce anjo me ajudou de mais maneiras que eu possa contar. Ela faz o mundo um lugar mais bonito. Minha filha pode parecer um inconveniente para alguém que não a conheça, por ter sido concebida em situação de estupro e ser uma pessoa com deficiência. Porém, qualquer um que a conhece descobre o que é bondade e amor incondicional. Os vizinhos sorriem quando a veem e esperam pelos abraços.

Atualmente moramos no Texas, onde Alice faz fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Até o momento ela apenas recebeu o diagnóstico de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH ou Attention Deficit Hyperactivity Disorder - ADHD), mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Ela é a menina doce que adora abraçar todo mundo que encontra. Nunca precisei ensiná-la a partilhar – ela é muito generosa por natureza. Eu amo demais a minha filha e já vi muitas vidas transformadas por causa da vida dela.

Devido a essa experiência, acabei adotando minha melhor amiga como minha mãe. E o mais interessante é que o filho único dela também foi concebido em situação de estupro. Ela tem sido fonte de conforto em todos os momentos e fica muito orgulhosa de chamar a Alice de neta.

Na verdade, tenho duas amigas muito próximas cujos filhos foram concebidos em situação de estupro, mas elas não falam disso. Uma tinha 16 anos e foi expulsa da casa dos pais por ter engravidado. Até que seu filho completasse 12 anos, ela não havia contado a eles que tinha sido estuprada pelo namorado. Fora estuprada antes e o pai estuprador a forçara a abortar quando tinha apenas 14 anos. Ela ainda se sente mal por causa disso, mas estava determinada a não fazer aquilo novamente quando engravidou de seu filho.

A outra fora estuprada quando estava na faculdade e não sabia que estava grávida até uma fase avançada da gestação. Ela disse que teria abortado naquela época se soubesse antes da gravidez. Chegou a pensar em colocar o bebê para a adoção, mas mudou de ideia. Ela nunca mais conseguiria completar uma gravidez depois daquilo. Quando o menino cresceu, ela decidiu ser voluntária em um centro de atendimento para gestantes em risco, e seu filho único foi a razão pela qual ela se tornou uma defensora da vida!

Se você também tem uma história como a nossa, saiba que não está sozinha, e espero que esse testemunho a encoraje.